O grande embate de nosso tempo é entre a inteligência do capital e a inteligência da vida.

Um jeito de checar isso no cotidiano prático: ver quem está nos provendo do essencial, ou ainda, quem queremos que proveja nossas filhas e filhos de, por exemplo, saúde, cura, educação, transporte, informação, arte, afeto, relações, alimentação, natureza, espaços físicos, espaços virtuais, lazer etc.

“生: Vida”, acrílica sobre tela, pintura de Fábio Rodrigues

Ao sermos providas pelas corporações ou instituições comprometidas com a sustentação do crescimentismo econômico, nós estamos nas mãos do processo econômico.

Ao sermos providas por pessoas, pela natural generosidade das redes comprometidas com o cuidado e sustentação da vida, nós estamos nas mãos da vida.

Se estamos nas mãos da economia, nós vamos perecer.

Porque, como explica o Lama Padma Samten e Sua Santidade o Dalai Lama, entre tantas e tantos seres de sabedoria:

O que sustenta o mundo não é a economia.

O que sustenta o mundo é a compaixão.

Primeiro, a vida. Depois, as abstrações sobre a vida.

Arte de Fábio Rodrigues

Mãos e Olhos: ciclo de práticas para cultivar compaixão

Como atravessar a pandemia de Covid-19 e todos os outros sofrimentos que ainda teremos? Qual a mente que mais pode nos ajudar a transformar os problemas intensificados nos últimos anos, como a desigualdade social e a destruição ambiental? Sem cair nos extremos da indiferença e do desespero, do desânimo e da ansiedade, como podemos ser mais benéficos uns aos outros? Como viver de modo a naturalmente fortalecer comunidades e redes de apoio?

Aproveitando esse período de reclusão mundial, no qual precisamos não só de uma atitude calma e generosa, mas também de referenciais amplos para construirmos um mundo diferente, faremos um ciclo de estudo e prática daquilo que é considerado a panaceia universal, a fonte da felicidade e o próprio sentido da vida: a compaixão.

“Muitos de nós estão encolhendo diante dos venenos físico-sociais e das toxinas de nosso mundo. Mas a compaixão, na verdade, mobiliza nossa imunidade.”

―Roshi Joan Halifax
 (no livro “Standing at the edge”)

Serão 7 semanas, de abril a maio, com condução de Fábio Rodrigues e participação de Jeanne Pilli e de Cristiano Ramalho, culminando em um encontro ao vivo com a própria Roshi Joan Halifax. Começa segunda, dia 13 de abril de 2020.

Veja como será, convide pessoas queridas e desfrute →